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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
O discurso d’A Megera Domada

[…]
KATHARINA

Fie, fie! unknit that threatening unkind brow,
And dart not scornful glances from those eyes,
To wound thy lord, thy king, thy governor:
It blots thy beauty as frosts do bite the meads,
Confounds thy fame as whirlwinds shake fair buds,
And in no sense is meet or amiable.
A woman moved is like a fountain troubled,
Muddy, ill-seeming, thick, bereft of beauty;
And while it is so, none so dry or thirsty
Will deign to sip or touch one drop of it.
Thy husband is thy lord, thy life, thy keeper,
Thy head, thy sovereign; one that cares for thee,
And for thy maintenance commits his body
To painful labour both by sea and land,
To watch the night in storms, the day in cold,
Whilst thou liest warm at home, secure and safe;
And craves no other tribute at thy hands
But love, fair looks and true obedience;
Too little payment for so great a debt.
Such duty as the subject owes the prince
Even such a woman oweth to her husband;
And when she is froward, peevish, sullen, sour,
And not obedient to his honest will,
What is she but a foul contending rebel
And graceless traitor to her loving lord?
I am ashamed that women are so simple
To offer war where they should kneel for peace;
Or seek for rule, supremacy and sway,
When they are bound to serve, love and obey.
Why are our bodies soft and weak and smooth,
Unapt to toil and trouble in the world,
But that our soft conditions and our hearts
Should well agree with our external parts?
Come, come, you froward and unable worms!
My mind hath been as big as one of yours,
My heart as great, my reason haply more,
To bandy word for word and frown for frown;
But now I see our lances are but straws,
Our strength as weak, our weakness past compare,
That seeming to be most which we indeed least are.
Then vail your stomachs, for it is no boot,
And place your hands below your husband’s foot:
In token of which duty, if he please,
My hand is ready; may it do him ease.[…][*]

(SHAKESPEARE, William; Excerto de The Taming of the Shrew)

A megera domada
“The Taming of the Shrew”, Augustus Egg

[*][…]CATARINA: Tem vergonha! Desfaz essa expressão ameaçadora e não lança olhares desdenhosos para ferir teu senhor, teu rei, teu soberano. Isso corrói tua beleza, como a geada queima o verde prado, destrói tua reputação como o redemoinho os botões em flor; e não é nem sensato nem gracioso. A mulher irritada é uma fonte turva, enlameada, desagradável de aspecto, ausente de beleza. E enquanto está assim não há ninguém, por mais seco e sedento, que toque os lábios nela, que lhe beba uma gota. O marido é teu senhor, tua vida, teu protetor, teu chefe, e soberano. É quem cuida de ti, e, para manter-te, submete seu corpo a trabalho penoso seja em terra ou no mar. Sofrendo a tempestade à noite, de dia o frio, enquanto dormes no teu leito morno, salva e segura, segura e salva. E não exige de ti outro tributo senão amor, beleza, sincera obediência. Pagamento reduzido demais para tão grande esforço. O mesmo dever que prende o servo ao soberano prende, ao marido, a mulher. E quando ela é teimosa, impertinente, azeda, desabrida, não obedecendo às suas ordens justas, que é então senão rebelde, infame, uma traidora que não merece as graças de seu amo e amante? Tenho vergonha de ver mulheres tão ingênuas que pensam em fazer guerra quando deviam ajoelhar e pedir paz. Ou procurando poder, supremacia e força quando deviam amar, servir, obedecer. Por que razão o nosso corpo é liso, macio, delicado, não preparado para a fadiga e a confusão do mundo, senão para que o nosso coração e o nosso espírito tenham delicadeza igual ao exterior? Vamos, vamos, vermes teimosos e impotentes. Também já tive um gênio tão difícil, um coração pior. E mais razão, talvez, pra revidar palavra por palavra, ofensa por ofensa. Vejo agora, porém, que nossas lanças são de palha. Nossa força é fraqueza, nossa fraqueza, sem remédio. E quanto mais queremos ser, menos nós somos. Assim, compreendido o inútil desse orgulho, devemos colocar as mãos, humildemente, sob os pés do senhor. Para esse dever, quando meu esposo quiser, a minha mão está pronta.[…]

(SHAKESPEARE, William; Excerto de A Megera Domada; Tradução de Millôr Fernandes)

[ postado às 18:01:19 ] - [ comente isto ]

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
“A malícia nada pode contra a sabedoria”

Sobre o medo de ser flagrado lendo Olavo de Carvalho

por Ronald Robson
Fantasia Exata, 26 de dezembro de 2008

Se há uma coisa especialmente idiota a acometer muitos dos leitores, ex-leitores, alunos ou ex-alunos de Olavo de Carvalho, é isto: desprezá-lo apenas para posar de diferente. Isso possui um segundo motivo, até compreensível, que comento logo à frente. Mas, de imediato, a causa de tal rejeição parte da sensação de que toda e qualquer pessoa jovem minimamente inteligente a existir hoje, no Brasil, não passa um dia sequer sem ler Olavo de Carvalho. E, ora, você não quer ser só inteligente: você quer ser o mais inteligente. Até aí, não há o que condenar. Obstrução canalha a essa aspiração, todavia, é este meio escolhido para realizá-la: já que todo mundo está lendo Olavo, eu preciso rapidamente digerir tudo o que ele ensinou, começar a ler uns autores nunca citados por ele, e - cereja do bolo - dizer que “Olavo já deu sua contribuição à cultura brasileira, já passou, agora eu e meus amigos é que vamos fazer e acontecer”. É batata: entro em blogs de conservadores e liberais e percebo uma espécie de pacto de silêncio em torno a Olavo após terem chupado seu olho até mais não poder e, sobretudo, até mais não compreender. Isso é de um receio pueril: medo de se tornar caricato, de ter impresso em sua testa a marca dos “novos iguais”. Medo, por exemplo, de criar um perfil no Orkut e entrar em cascata naquelas comunidades correlatas tão ao gosto new conservative brasileiro: Olavo de Carvalho, Mário Ferreira dos Santos, Gustavo Corção, Bruno Tolentino, Otto Maria Carpeaux, José Osvaldo de Meira Penna, José Guilherme Merquior, Ortega y Gasset, Eric Voegelin, René Girard…

Esse modo de querer fazer-se visto é parte de algo que só vejo ser abordado, e parcialmente, por Pedro Sette Câmara. Mais de uma vez, já disse ele que a disputa entre conservadores e comunistas no Brasil é, mais que uma disputa honesta, um duelo de imagens: e o fato de o time dos conservadores - como alguém já disse - não lotar nem uma kombi é mais um fator a tornar nossos direitistas uns seres histrionicamente empenhados em empinar o nariz e se considerarem infinitamente acima dessa coisa que chamamos, com humildade e aquiescência ao que Deus nos consagrou, “consciência humana”. Aliás, naquela aula estranhíssima - de tão equivocada - do Massimo Borghesi que está na Dicta & Contradicta nº 2, há, todavia, uma síntese brilhante do que resultou do desbunde da geração 68 e da french theory (como chamam os americanos) que a acompanhou: o revolucionário pariu o burguês em estado puro. Pois bem. De forma similar, porém invertida, o Brasil passa - talvez eu esteja delirando, vendo coisas, mas vejamos - por um troço mais bisonho ainda: o novo direitista brasileiro age de forma mais à esquerda que as nossas mais jurássicas esquerdas. Nossos direitistas se idiotizaram antes mesmo de ter nascido por aqui alguma direita. Ou dito de outra forma: o direitista brasileiro mal viu a luz e já se pariu à imagem e semelhança do revolucionário em estado puro.

Há algumas características, principalmente na linha mais highbrow, que fazem com que jovens intelectuais conciliem a defenestração de Olavo a uma mentalidade de gueto iluminado cuja postura, diante dos problemas da ordem do dia, é em tudo igual à presunção de tipo gnóstico que ampara a estrutura cognitiva do revolucionário. Há várias, mas, para não tornar este post mais extenso do que já está, citarei uma apenas: a anglofilia. Algo como querer ser um inglesinho chique só para zombar desse pessoal breguérrimo que lê o brega do Olavo - algo como querer levar a sério o personagem que Alexandre Soares Silva criou para si. Porque, de fato, Olavo de Carvalho não é chique e nem se esforça para ser. E ora: além de ter de ser educado por alguém que todos os meus “pares” estão lendo, ainda terei de agüentar a breguice desse meu professor? Enfim: também já é cool ser um conservador elegante e chique. O que penso disso? Nada. Nem ligo. Eu mesmo sou só um subdesenvolvido falando mal do subdesenvolvimento, como me descreveria Nelson Rodrigues.

E aqui chegamos ao segundo motivo, mais plausível e referido no início deste post, para a renegação de Olavo de Carvalho: muita gente em débito com ele agora dá uma de gostoso porque uns 70% de seus leitores são uns seres nauseabundamente chatos. Mais uma vez, direita e esquerda batem as ancas: politizaram todos os seus interesses. É, por sinal, uma gama de leitores que não vai além dos artigos de jornal do Olavo e que se interessa infinitamente mais por política que por cultura. É uma gente que não dá muita bola à astrocaracteriologia, à teoria dos quatro discursos, à metafísica cuja ontologia toma as posições de sujeito e objeto como abstrações e não dados da realidade, à paralaxe cognitiva, à descrição dos mecanismos cognitivos próprios à mentalidade revolucionária, à dinâmica do Império no mundo ocidental - e demais contribuições originais do Olavo (sem falar nos empreendimentos editoriais). Só querem saber de PT, Obama, FARC e vocês sabem todo o resto. De minha parte, acho bastante nobre a postura de quem se encarrega disso: porque eu simplesmente não tenho saco. Minha paciência é dedicada a temas e estudos que não me permitem me inteirar tanto quanto eu gostaria a respeito desses assuntos “da ordem do dia”. Mas sempre acompanho. Só não faço deles os meus segundos, terceiros ou sequer quartos interesses - pois são os últimos. E, retornando ao que eu queria dizer - não é possível julgar um autor pelos seus maus leitores. Mas é isso que se tem feito com Olavo.

Em resumo, eis o fato que tanto incomoda a muitos: a centralidade de Olavo de Carvalho no que se salvar da atual cultura brasileira. Sua obra transformou os debates intelectuais minimamente honestos do Brasil em um jogo de cartas marcadas. Uma hora, um irá brandir seu Voegelin na cara do adversário. Noutro momento, o segundo surpreenderá com uma citação de Rosenstock-Huessy. Quando o debate se aproximar do ápice, um dos contendores dirá que o outro está tomando o verossímil por provável, em uma alusão à teoria dos quatro discursos. E assim por diante.

Mas, afinal, o que fazer quanto a isso? Eu, como sempre (dizem meus inimigos), tenho uma solução: não fazer nada, apenas continuar estudando. Naturalmente, os meus e os seus estudos deverão se encaminhar para onde nossas alma, seriedade e dedicação indicarem. Pois, a propósito, qual o problema em passar dois, três, cinco ou dez anos digerindo um autor? Que mal haveria, sei lá, em ler Mário Ferreira dos Santos durante a vida toda? Isso é de uma canalhice que me deixa crispado de ódio - a canalhice de “colecionar” autores “diferentes” a fim de tornar mais evidente a sua pinta de “intelectual”, como se leituras rápidas e dispersas produzissem algo mais que cansaço mental.

*

Outro dia, em tom de pilhéria, um amigo me disse que Olavo de Carvalho salvou minha vida intelectual - ou mesmo minha vida. Que, se um dia eu não tivesse aberto O Jardim das Aflições, continuaria lendo Hakim Bay e Guy Debord e me lambuzando no ódio de minha impotência. Eu apenas disse que sim, é verdade, e com uma gratidão sincera. Pois é por essas e outras que não tenho vergonha de ser leitor de Olavo de Carvalho. Não quero ser diferente às suas custas.

*

(Alguém poderá perguntar se não tenho nenhuma objeção a fazer a nada do que Olavo escreveu. É claro que tenho, assim como a qualquer outro autor. Mas não darei isso a público por um motivo evidente: não passo de um moleque de 20 anos. Se com o tempo, estudo e reflexão tais objeções continuarem a me parecer procedentes, cessarei de compartilhá-las em conversas privadas e divulgá-las-ei, pelo menos, em blog. Isso, claro, se alguém além de meus amigos se interessar pelo que tenho a dizer.)

[ postado às 23:12:38 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Trailer oficial de Watchmen, o filme (HD)



[ clique aqui se não ver o vídeo acima, ou se quiser ver maior ]

“A novela gráfica mais celebrada de todos os tempos.” Watchmen estréia no Brasil dia 9 de março de 2009. Para maiores informações, acompanhe o especial do Omelete sobre o filme.

[ postado às 00:11:45 ] - [ comente isto ]

Domingo, 9 de Novembro de 2008
O essencial Ludwig von Mises

Ludwig von MisesDurante um de seus seminários, um estudante perguntou ao Professor Mises, “Por que não são todos os empresários que são a favor do capitalismo?”. “Essa pergunta”, Mises respondeu, “é inerentemente marxista.” A resposta de Mises chocou-me à época. Demorou algum tempo para que eu pudesse entender o que ele quis dizer. O autor da pergunta presumiu, assim como Karl Marx, que empresários eram um grupo que tinha um interesse especial - ou um interesse de “classe” - no capitalismo, interesse esse que outras pessoas não tinham.

“O capitalismo”, prosseguiu Mises, “beneficia a todos: não apenas os consumidores, mas as massas em geral. Ele não beneficia apenas os homens de negócios. Na realidade, no sistema capitalista alguns homens de negócios sofrem prejuízos. A posição de um empresário no mercado nunca está garantida; a porta sempre está aberta para concorrentes que podem desafiar sua posição e, assim, privá-lo de lucros. No entanto, é exatamente essa concorrência sob o capitalismo que garante aos consumidores que os empresários farão seu melhor para fornecer a eles, os consumidores, os bens e serviços que querem.”

Em vários de seus artigos, Mises sempre deixou claro, repetidas vezes, que não é um apologista de empresas e empresários. Ele está interessado é em determinar o sistema econômico que mais aprimora o bem-estar dos indivíduos e as condições de vida das massas. E esse sistema econômico é a liberdade econômica sob o capitalismo. Somente em um ambiente de liberdade econômica, dizia Mises, mais bens e serviços serão produzidos. Somente sob o capitalismo é que os salários sobem e o padrão de vida das massas melhora progressivamente. A razão? Os consumidores são soberanos no livre mercado capitalista. Eles estão em posição de deixar os empresários saberem o que eles querem com mais urgência, recompensando com lucros aqueles que satisfazem seus desejos e impondo prejuízos - isto é, retirando riqueza - àqueles que fracassam. É esse sistema de recompensas e penalidades que guia a produção e que garante que mais dos bens e serviços que os consumidores querem serão produzidos, elevando assim os salários dos trabalhadores e o padrão de vida de todos.

O mercado é a conseqüência da cooperação social pacífica e da liberdade econômica. E é o mercado que torna possível a liberdade, a justiça, a moralidade, a inovação e a harmonia social. Como escreveu Mises:

“Um homem só tem liberdade enquanto puder moldar sua vida de acordo com seus planos”, e
“A moralidade só faz sentido quando dirigida para indivíduos que são agentes livres.”

Bettina Bien Greaves

Continue a ler Os fundamentos econômicos da liberdade, de Ludwig von Mises. [OBRIGATÓRIO! ;) ].

[ postado às 23:11:00 ] - [ comente isto ]

Fatos sobre o ateísmo que a revista Superinteressante ignora (parte 5)

[ originalmente postado no blog Darwinismo ]

Ateus Mais Propensos à Superstição Que Cristãos

Logan Gage escreveu um artigo intitulado “Which Secular Superstition do you Believe?” (”Qual das Superstições Seculares Tu Acreditas”). Nesse artigo Gage questiona:

…[Quem] é mais propenso a acreditar em superstições imaginativas nos dias correntes, o religioso ou o secular?

A resposta, segundo Gage, é desambigua:

(…) Rodney Stark, um respeitado estudioso da “Institute for Studies of Religion” (Universidade de Baylor), publicou um estudo com o nome de “What Americans Really Believe.”
A equipa de Stark comissionou a Organização Gallup para esta questionar os americanos em assuntos relacionados com religião (…) A Gallup fez perguntas relativas a crenças como o “Big Foot” e o “Monstro do Loch Ness”, Atlantis, casas assombradas e astrologia. Os pesquisadores de Baylor trabalharam os resultados em união, produzindo um index em relação à crença no paranormal.
Mollie Ziegler Hemingway reportou os resultados no The Wall Street Journal:
“Enquanto que 31% das pessoas que nunca vão a casas de oração demonstraram crença nestas coisas [”Big Foot”, “Monstro do Loch Ness”, Atlantis, casas assombradas e astrologia, etc] apenas 8% das pessoas que frequentam casas de oração mais do que uma vez por semana acreditam nessas coisas (…) De facto, quanto mais tradicional e evangélico fosse o inquirido menos susceptível ele era de acreditar, por exemplo, na possibilidade de comunicar com os mortos.”.

A visão judaico-cristã do universo como sendo uma emanação de Uma Mente Racional é o fundamento da ciência moderna. A ideologia ateísta, que nega propósito racional ou design na natureza, não produz nada para o avanço da ciência.

Gage nota ainda:

Presentemente, muitos historiadores não-religiosos comprendem que, longe de perpetuar superstições antigas, a tradição judaico-cristã constituiu uma quebra com o pensamento pagão. Esta tradição postulou Uma Única Mente Racional[Deus] por trás do universo, em vez de atribuir a origem do universo a uma miríade de espíritos irracionais . Esta mudança foi crucial para o surgimento da ciência actual.
Não é por acaso que a ciência experimental surgiu no Ocidente, onde a ideia da inteligibilidade da natureza ganhou raízes, uma vez que faz sentido procurarem-se leis ordenadas na natureza se o Universo é o resultado de Um Criador Racional…
Embora as conclusões dos pesquisadores de Baylor possam paracer contraintuitivas, talvez elas não devessem ser. A partir do momento em que perdermos a fé na inteligibilidade racional do universo, o que é que nos dissuade de acreditar nas últimas “descobertas” da OVNI-logia?

Não deixa de ser irónico que, apesar das pretenções de “cepticismo”, os ateus são mais propensos que os crentes tradicionais a acreditar em proposições pseudo-científicas do tipo OVNI, Bigfoot, o “Monstro” de Loch Ness, espiritismo, Atlantis e astrologia. Quatro vezes mais propensos, para ser mais exacto (31% vs. 8%).

Isto não deveria ser surpresa. Quase todos os ateus acreditam que o código genético e a nanotecnologia presente nas células surgiram como resultado de variações aleatórias e selecção natural.

Quando comparada com a crença de que a vida surgiu por acaso e por tautologia, a crença no “Bigfoot” e na astrologia assumem-se como altamente plausíveis.

Gage conclui da seguinte forma:

A questão existencial com a qual a ciência se depara hoje é se ela pode sobreviver um clima intelectual dominado pela superstição materialista.

[ postado às 16:11:50 ] - [ comente isto ]

Sábado, 8 de Novembro de 2008
Rei Nada @ Twitter

Finalmente encontrando uma função útil à ferramenta, inaugurei recentemente um Twitter! Tenho postado muita coisa por lá. Vou colar aqui o que escrevi nas primeiras mensagens:

Prioridade #1 deste meu twitter: “clipping” de artigos que ando recomendando a amigos.
Prioridade #2 deste meu twitter: extravasar egolatrias que não tem mais espaço no blog Rei Nada.

É isso aí. Digamos que 90% do que postarei lá serão os links do que ando lendo (e talvez ouvindo ou visualizando), para disseminar conteúdos que considero relevantes às pessoas interessadas. O resto são exibições pessoais sobre cinema, música, artes em geral e comentários rápidos que não mereceriam todo um postal no Rei Nada.

O Twitter pode ser acompanhado de duas formas. Uma é sendo associado à ele (você teria um Twitter, também, não necessariamente sendo utilizado), e adicionando o Rei Nada como se fosse uma espécie de “Orkut de micro-blogs”. Neste caso o acompanhamento ocorre com o acesso à sua home page. Outra forma é acessando diretamente o endereço, como se fosse um blog como outro qualquer.

Quem se interessa pelos mesmos assuntos que eu e quiser também me indicar artigos, faço o convite para construir um Twitter e me adicionar. Essa ferramenta me parece sensacional para esse tipo de troca.

Twitter Rei Nada: http://twitter.com/reinada

[ postado às 15:11:24 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
A essência do subjetivismo relativista

“[…] Subjetivismo é introduzir a liberdade da inteligência, quando pelo contrário, sua nobreza consiste em se submeter a seu objeto, consiste na acomodação ou conformidade do pensamento com o objeto conhecido. A inteligência funciona como uma câmara fotográfica, deve reproduzir exatamente as características perceptíveis do real. Sua perfeição está na fidelidade ao real. Por este motivo a verdade se define como a adequação da inteligência com a coisa. A verdade é esta qualidade do pensamento, de estar de acordo com a coisa, com o que ela é. Não é a inteligência que cria as coisas, mas as coisas que se impõem à inteligência como são. Como conseqüência a verdade de uma afirmação, depende do que ela é, é algo de objetivo; e aquele que procura a verdade deve renunciar a si, renunciar a uma composição de seu espírito, renunciar a inventar uma verdade.

Pelo contrário, no subjetivismo, é a razão que constrói a verdade: deparamos com a submissão do objeto ao sujeito! Este passa a ser o centro de todas as coisas. Elas não são mais o que são, mas o que se pensa. O homem passa a dispor da verdade conforme sua vontade: este erro se chamará “idealismo” em se aspecto filosófico, e “liberalismo” em seu aspecto moral, políticio e religioso. Como conseqüência a verdade será diferente conforme os indivíduos e os grupos sociais. A verdade é necessariamente compartilhada, ninguém pode pretender tê-la exclusivamente em sua integridade; ela se faz e se procura sem descanso. […]”

(LEFEBVRE, Mons. Marcel; Do Liberalismo à apostasia: A tragédia conciliar; Excerto do capítulo 2: “A ordem natural e o liberalismo”)

[ postado às 12:10:06 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
Director’s Cut (versão para incrédulos e/ou preguiçosos)

Checando biografias

(versão com fontes)

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 11 de setembro de 2008

Enquanto nos EUA, no Brasil e no mundo a grande mídia esquerdista (desculpem a redundância) vasculha a biografia de Sarah Palin nos seus mínimos detalhes, trazendo ao público as revelações chocantes de que ela pertence à Igreja Pentecostal, de que sua filha transou com o namorado e de que (acrescenta a pérfida Ann Coulter) seu cabelereiro teve uma multa de trânsito em 1978, nada, absolutamente nada aí se conta a ninguém sobre alguns episódios da vida de Barack Hussein Obama, decerto irrisórios e desprovidos de qualquer alcance político, não é mesmo? Eis oito exemplos:

1. Ele foi admirador e companheiro de protestos do pastor Louis Farrakhan, aquele segundo o qual “o judaísmo é a religião do esgoto”. Isso faz tempo, mas depois de eleito senador ele deu 225 mil dólares em verbas federais à igreja de seu amigo Michael Pfleger, onde Farrakhan é um dos mais freqüentes e aplaudidos pregadores convidados.

· Pfleger, ainda mais radical que Jeremiah Wright: http://www.youtube.com/watch?v=LjJlsGrlbUs

2. No Quênia, ele deu apoio eleitoral a um agitador que depois organizou a destruição de trezentos templos cristãos e o assassinato de mais de mil fiéis, cinqüenta deles queimados vivos numa igreja, sem que Obama viesse a dizer uma só palavra contra essa gentil criatura.

3. Ele disse que o terrorista William Ayers (da quadrilha do “Homem do Tempo”) era apenas um seu vizinho com quem jamais conversava de política, mas depois se descobriu que ele e Ayers dirigiram juntos uma ONG que coletou 72 milhões de dólares para movimentos de esquerda, sendo um interessante exercício intelectual conjeturar como puderam fazer isso sem falar de política.

4. Neste preciso momento ele responde na Pensilvânia a um processo de falsidade ideológica, por ter apresentado a seus eleitores uma certidão de nascimento obviamente forjada. A verdadeira, se existe, até hoje não apareceu, e o beautiful people da mídia não releva o menor interesse em conhecê-la.

· Processo contra Obama: www.obamacrimes.com

5. Embora ele diga que sempre foi cristão, todos os seus colegas e professores de escola primária, bem como seu meio-irmão e sua meia-irmã, afirmam que ele era muçulmano na época em que ali estudava.

6. Por duas décadas ele freqüentou semanalmente uma igreja que alardeava a “teologia da libertação” mais escancaradamente comunista e anti-americana, e depois disse que não tinha a menor idéia do conteúdo do que ali se pregava.

7. Não é só sobre suas origens ou sobre sua religião que Obama cultiva segredos. Também não é só sua certidão de nascimento autêntica que continua inacessível. Embora gabando-se de sua carreira em Harvard, ele se recusa a mostrar o histórico de seus estudos universitários. Os fofoqueiros maldosos dizem que ele tem vergonha de mostrar suas notas baixas (talvez ainda mais baixas que as de George W. Bush, Al Gore e John Kerry), mas agora se sabe que ele tem um motivo mais forte para encobrir os detalhes da sua passagem por Harvard: seus estudos ali foram pagos por Donald Warden, um americano que, islamizado sob o nome de Khalid Abdullah Tariq al-Mansour, veio a se tornar um dos mentores do grupo terrorista Panteras Negras, fund-raiser para a organização pró-terrorista African-American Association e autor de um livro segundo o qual o governo americano planeja matar todos os negros.

8. Em cinco campanhas eleitorais, o mais ativo coletor de fundos para Obama foi o vigarista sírio Tony Rezko, condenado por dezesseis crimes. Uma vez no Senado, Obama retribuiu com dinheiro público a gentileza, convencendo vários prefeitos a investir um total de 14 milhões de dólares num projeto imobiliário do malandro.

Os brasileiros não saberão de nada disso assistindo ao “Jornal Nacional”, nem os americanos à CNN. Ante as acusações gerais de que John McCain não checou direito a biografia de Sarah Palin, o colunista Don Feder sugere que a de Obama, por sua vez, foi checada meticulosamente - por uma comissão integrada por Forrest Gump, o Inspetor Clouseau e o Agente 86, Maxwell Smart. E, quando Obama comete um lapsus linguae, dizendo “minha fé muçulmana” em vez de “minha fé cristã”, todas as almas santas do esquerdismo mundial se revoltam ante as insinuações, vindas de maldosos direitistas, de que isso possa significar alguma coisa. Eu mesmo sou tão perverso que cheguei a me perguntar se Obama não trocava os pés pelas mãos justamente por ser muito difícil, até para um ator tarimbado, exibir-se como um pavão no poleiro e ao mesmo tempo esconder-se como um rato na toca.

Mas Obama nem precisaria ser tão escrupuloso na camuflagem. A mídia esconde tudo por ele - para quê preocupar-se em vão ao ponto de ficar nervoso e atrapalhar-se no discurso? Afinal, que são os pequenos deslizes do candidato democrata em comparação com a gravidez solteira de Bristol Palin? Toda a esquerda chique, que sempre batalhou pela “liberação sexual da juventude”, está hoje escandalizada, chocada, perplexa ante essa semvergonhice incomum, sem dúvida um risco maior para a segurança dos EUA no caso de Sarah Palin chegar à vice-presidência. Com o detalhe especialmente elucidativo de que, uma vez desencadeada a campanha de ataques à devassidão abominável da família Palin, essa mesma onda é explicada retroativamente como fruto do moralismo reacionário dos americanos e assim transfigurada num argumento fulminante contra a eleição de candidatos conservadores.

***

P. S. - Já habituado a apostar contra a classe jornalística e ganhar sempre (se eu botasse dinheiro nisso estaria milionário), fui o único correspondente brasileiro nos EUA a anunciar, com antecedência de duas semanas, que Sarah Palin era o nome mais provável para a candidatura à vice-presidência na chapa McCain. A mídia nacional inteira cumpriu fielmente, como sempre, seu dever de chutar e errar. Quem mais caprichou foi o correspondente do Estadão, que fez uma lista de dez - não dois ou três, mas dez - vicepresidenciáveis, e nenhum deles era Sarah Palin.

(Fonte: http://www.olavodecarvalho.org/semana/080911dce_fontes.html)

[ postado às 01:10:53 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Os lamentáveis resultados dos assassinatos de bebês consentidos pelos pais e assistidos pelo estado socialista

LifeSiteNews.com: Rússia: 64% das gestações terminam em aborto

250.000 mulheres por ano tornam-se inférteis por complicações de aborto

As assustadoramente altas taxas de aborto na Rússia estão deixando um número crescente de mulheres inférteis, disse Marina Tarasova, chefe-adjunta do Instituto de Pesquisa St. Petersburg Para Ginecologia e Obstetrícia da Academia Russa de Ciências, em uma conferência internacional na segunda-feira.

O St. Petersburg Times relatou que, com 64% das mulheres russas recorrendo a abortos, de 200 mil a 250 mil destas por ano são despojados de suas capacidades biológicas de procriar devido a efeitos permanentes a partir do procedimento.

“Durante os últimos cinco anos, a infertilidade feminina na Rússia aumentou 14%, e mais de 1,5 milhões de russas precisam de avançada tecnologia médica para engravidar e manter uma gravidez saudável”, disse Tarasova.

Ela também mencionou que até o final do ano passado, havia 5,5 milhões de casais inférteis no país.

Na população adolescente, uma em quatro mulheres têm uma doença ginecológica ou distúrbio reprodutivo. Além disso, ao longo dos últimos cinco anos, tem havido um aumento de 30% no número de mulheres com idades compreendidas entre os 15 e 17 anos que sofreram estes problemas de saúde.

O governo russo está tentando promover os valores familiares no país, nomeando 2008 “O Ano da Família.” Abortos, no entanto, ainda são oferecidos gratuitamente em todas as clínicas estatais.

[ Por: Tim Waggoner; Fonte: LifeSiteNews; Tradução: Marcos Ludwig ]

Comentário: Este é exatamente o resultado friamente calculado por aqueles que tanto querem legalizar a “interrupção voluntária de gravidez” no mundo todo (procure por “Planned Parenthood” e suas origens no Google, ou vá direto aqui e aqui).

É isso que dá quando se defende a grande falácia feminazista do “direito” das mulheres a decidirem sobre o “próprio corpo”, ou mesmo quando tratam os inocentes bebês em gestação como “parasitas”. Parabéns, seus monstros!

[ postado às 02:10:23 ] - [ comente isto ]

Domingo, 28 de Setembro de 2008
Meu ranking do Metallica

Com o lançamento do último álbum do Metallica, Death Magnetic, e já com a audição deste devidamente digerida, chega o momento em que devo colocar ele no seu devido lugar.

Não há dúvida alguma. Death Magnetic é um ótimo álbum de metal. Um retorno aos velhos tempos do Metallica, e somente uma mente arrogante para não reconhecer isso mesmo sem gostar.

Segue o meu ranking, em ordem do menos melhor ao melhor. Os critérios de escolha são puramente arbitrários, e somente foram considerados os nove álbuns de estúdio com músicas inéditas.

9. St. Anger (2003)
St. Anger (2003)

8. Reload (1997)
Reload (1997)

7. Load (1996)
Load (1996)

6. Death Magnetic (2008)
Death Magnetic

Apesar do sexto lugar, eu considerei Death Magnetic um álbum muito superior aos que ele deixou para trás na minha lista, e bastante comparável aos quatro primeiros trabalhos do Metallica. Para um disco tão recente, acho bastante justo colocá-lo atrás dos clássicos criados na era pré-”black album”.

5. Ride the Lightning (1984)
Ride the Lightning (1984)

4. Metallica (”the black album”, 1991)
Metallica (1991)

Agora vem a parte mais polêmica pra mim. Como dar uma ordem justa para estes três grandes álbuns que seguem? Foi difícil, e nada garanto que este pódio mude logo depois de hoje.

3. Master of Puppets (1986)
Master of Puppets (1986)

2. …And Justice for All (1988)
...And Justice for All

1. Kill’em All (1983)
Kill'em All (1983)

[ postado às 17:09:30 ] - [ comente isto ]

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Os frutos (sempre) podres de Herbert Marcuse

LifeSiteNews.com: Adolescentes sexualmente ativas sofrem de depressão “duas vezes mais que o comum”

Uma pesquisa que apareceu recentemente no Journal of Health Economics, concluiu que as jovens que são sexualmente ativas muitas vezes experimentam sentimentos de culpa, baixa auto-estima, arrependimento e vergonha, e têm muito mais probabilidades de sofrer de depressão do que aquelas que permanecem castas.

O estudo, realizado por Joseph J. Sabia e Daniel I. Rees, de 14 mil adolescentes com idade entre 14 e 17, utilizou dados da pesquisa do governo americano National Longitudinal Survey of Adolescent Health.

Constatou-se que as meninas adolescentes sexualmente ativas têm mais do dobro da taxa de depressão daquelas que não são sexualmente ativas - 19% em comparação com 9,2%.

A conclusão que este estudo chegou foi de que “as adolescentes sexualmente ativas têm um risco aumentado de exibir sintomas de depressão em relação às suas contrapartes que não são sexualmente ativas.”

Dr. Trevor Stammers, um conferencista sobre ética sexual e presidente da Christian Medical Fellowship no Reino Unido, disse que o novo estudo confirma que a maioria das meninas “retrospectivamente mostrou arrependimento sobre as relações sexuais precoces.”

“Também nos mostra bem de perto o quanto estamos habilitados a demonstrar que existe um vínculo genuíno entre aumento do risco de depressão e adolescentes do sexo feminino envolvidas em relações sexuais,” disse o Dr. Stammers ao British Daily Mail. “Minha experiência é que, para as meninas, depressão, arrependimento e vergonha são muito comuns.”

Link para a versão integral deste estudo, intitulado “O efeito da virgindade adolescente no bem-estar psicológico”: http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi…

[ Por Thaddeus M. Baklinski; Fonte: LifeSiteNews.com; Tradução: Marcos Ludwig ]

Comentário: É óbvio que haverão esquerdistas e liberais que irão objetar à pesquisa acreditando que isto seja um efeito da “pressão” de uma “sociedade ultraconservadora” e “retrógrada”. Nada poderia ser mais falso. Primeiro porque essa “sociedade” em que vivemos deixou de ser há muito tempo conservadora com relação ao sexo. Segundo, porque vergonha, culpa e arrependimento são sentimentos morais inatos, e não são criados por cultura. Daí que se conclui o seguinte: quanto mais libera-se (como forma de supostamente “combater” tal efeito), mais é que se conduz as adolescentes à depressão, baixa auto-estima, e outros sentimentos piores que levam à auto-destruição.

Leia mais: Sexualização precoce empurrando meninas para a depressão e problemas físicos.

[ postado às 02:09:10 ] - [ comente isto ]

Domingo, 21 de Setembro de 2008
“Se você diz que dois e dois são quatro, então você só pode ser um ‘radical’ ou ‘fascista’”

“No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”. (Andrei Pleshu, filósofo romeno)

[ postado às 18:09:14 ] - [ comente isto ]

Sábado, 20 de Setembro de 2008
Ateísmo militante anti-cristão e Comunismo

“O homem faz a religião, a religião não faz o homem… A religião é o suspiro da criatura atormentada, o sentimento de um mundo sem coração, como o é o espírito de estados fora do tempo. Ela é o ópio do povo.” (Karl Marx, em “Manifesto Comunista”)

“É preciso combater a religião, eis o ABC do comunismo.” (Vladimir Lenin, marxista revolucionário russo)

“Detrás de cada imagem de Cristo só se vê o gesto brutal do capital.” (Vladimir Lenin)

“Deus é uma mentira.” (Vladimir Lenin)

“O homem que se ocupa em louvar a Deus se suja na sua própria saliva.” (Vladimir Lenin)

“Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista.” (Vladimir Lenin, carta a Gorki)

“Nós odiamos o cristianismo e os cristãos.” (Anatoly Lunatcharsky, marxista revolucionário russo)

“Nosso programa inclui necessariamente a propaganda do ateísmo” (Vladimir Lenin)

“Um marxista deve ser um materialista, ou seja, um inimigo da religião, mas numa dialética materialista, ou seja, uma que trata da luta contra a religião não de uma forma abstrata, […] mas de uma forma concreta, com base na luta de classes que se está a se passar na prática e na educação das massas de uma forma melhor e maior do que qualquer outra coisa poderia fazer.” (Vladimir Lenin)

“No momento oportuno nós nos atracaremos com o senhor Deus. E o aniquilaremos, lá nos seus altos céus.” (Grigory Zinoviev, revolucionário comunista soviético)

Richard Wurmbrand, cristão torturado em prisões comunistas por razão de sua fé, afirma:

“A crueldade do ateísmo é difícil de aceitar para quem não crê na recompensa do bem ou na punição do mal. Não há razão para sermos humanos. Não há impedimento para a profundidade do mal no ser humano. Os torturadores comunistas diziam muitas vezes: ‘Deus não existe, não existe além, não existe punição para o mal. Podemos fazer o que quisermos’. Ouvi um torturador chegar a dizer: ‘Agradeço a Deus, em quem não creio, por poder viver até essa hora em que posso expressar todo o mal que há em meu coração’ Ele expressava isso com brutalidade e tortura inacreditáveis infligidas aos prisioneiros.”

***

“A União Soviética foi o primeiro estado a ter como objetivo ideológico a eliminação da religião. Para alcançar esse fim, o regime comunista confiscou propriedades da Igreja, ridicularizou a religião, prendeu fiéis, e propagandeou o ateísmo nas escolas… O principal alvo da campanha anti-religiosa nos anos 1920 e 1930 era a Igreja Ortodoxa Russa, que tinha o maior número de fiéis. Quase todo o seu clero, e muitos de seus fiéis, foram enviados para campos de concentração… Por volta de 1939, cerca de 500 das 50 mil igrejas permaneciam abertas” (Anti-Religious Campaigns).

“Por quase 70 anos o Partido Comunista tentou erradicar o cristianismo da Rússia. Lavagem cerebral, propaganda, infiltração na Igreja, prisões, torturas, campos de concentração e execuções falharam em destruir a fé do povo em Deus… Durante os anos 1980, 224 milhões de cristãos viviam sob severa perseguição estatal, com outros 70 milhões vivendo em igrejas ‘undeground’” (Communist Liberation: Myth & Reality) [ fonte ].


***

“De acordo com nossas investigações com a House Church Christians, até agora existem 23,686 pessoas que foram presas por atividades religiosas, 4,014 pessoas sentenciadas a reeducação, 129 pessoas mortas, 208 mutiladas, 997 sob vigilância….”

“Foi coletada evidência sobre 100 métodos de torturas aplicados sobre praticantes da Falun Gong nos campos de trabalho forçado da China, nos centros de detenção, nos hospitais de saúde mental. O objetivo é erradicar a Falun Gong coagindo seus praticantes a abandonarem sua fé ou fisicamente eliminando-os caso se recusem…”
[ fonte ]

“Os cambojanos foram assassinados sob o regime do Khmer Vermelho de Pol Pot. As vítimas incluem 10 mil dos 12 mil cristãs, que morreram nos “campos de morte” de Pol Pot na segunda metade dos anos 1970.” [ fonte ]

***

Meses atrás eu publiquei isto:

“[…] Antonio Gramsci e Georg Lukács concluíram que teria sido a cultura ocidental que “alienara os proletários e os prevenia de lutarem contra os interesses das outras classes”. A Rússia não era “ocidental” o suficiente e, na conclusão deles, por isso a revolução tinha dado certo lá.

A cultura ocidental é sustentada em 3 colunas: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.

Para implantar o socialismo no Ocidente, eles concluíram que era preciso acabar com a moral judaico-cristã. Por isso é que o novo marxismo, o marxismo cultural, tem como objetivo destruir a moral judaico-cristã. [+][…]”

O moralismo judaico-cristão é ensinado e perpetuado principalmente através do Cristianismo. É por causa disto que esta é a religião mais atacada, e não é mera coincidência que seja o foco da crítica de todos os ateus militantes modernos.

Critique os valores do Cristianismo, difame a Bíblia Sagrada, ridicularize os cristãos, divulgue as idéias ateístas anti-teístas, milite em favor desta causa, e você estará ajudando a destruir a prosperidade alcançada pelos dois milênios da civilização ocidental. Você estará ajudando o Comunismo. Você será cúmplice moral de perseguições, de intolerância e de massacre de milhões de cristãos. Você estará praticando o mal. Eu já cometi todos esses erros e me envergonho disso.

“Sejam quais forem as causas pelas quais os regimes ateístas fizeram o que eles fizeram, o fato indisputável é que todas as religiões do mundo colocadas juntas não provocaram em três mil anos nada próximo do número de pessoas mortas em nome do ateísmo nas poucas décadas passadas. É hora de abandonar o mantra ingênuo e repetido de que a crença religiosa têm sido a fonte principal do conflito e da violência humanas. O ateísmo, e não a religião, é responsável pelos piores assassinatos em massa da História.” (Dinesh D’Souza, em “A verdade sobre o Cristianismo)



[ Assistir o video aqui. ]

Leia mais sobre o que publiquei sobre ateísmo aqui:
Ateísmo e Comunismo
Ateísmo e saúde mental e física
Ateísmo e suicídio
Ateísmo e falta de caridade:
Ateísmo e moralidade

[ postado às 18:09:40 ] - [ comente isto ]

Segundo fabricante de software para urnas, com Linux os riscos aumentam

Uma das grandes “vitórias” aclamadas pela komunidade do software “livre” este ano foi a troca do sistema operacional das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições de Windows CE para Linux. [ fonte ].

Pois no dia 12 de setembro foi publicado em um blog do Terra uma declaração atribuida a um dos sócios-gerentes da Microbase, empresa fornecedora de software usado nas urnas eletrônicas. Segue:

[…] Queremos aproveitar a oportunidade para dar nossa opinião […] a respeito da tão discutida segurança das Urnas Eletrônicas Brasileiras. As mesmas são, sob nossa opinião, absolutamente inseguras. […] não importando o Sistema Operacional em uso. Aliás, o uso do Linux aumenta exponencialmente a possibilidade de criação de mecanismos de contaminação via boot do drive externo, uma vez que, sendo um sistema de código fonte aberto, conta com um número enorme de excelentes profissionais que conhecem profundamente o seu funcionamento desde a carga do setor de boot inicial até a sua plena entrada em funcionamento. […] [ fonte ]

Como era de se esperar, nenhuma publicação “especializada” em informática se interessou em investigar isto ou sequer chega perto de publicar alguma conclusão parecida a partir de um raciocínio básico que qualquer especialista honesto da área poderia chegar. Eis o resultado do lobby muito bem articulado dos militantes e do patrulhamento tecno-ideológico junto dos órgãos governamentais e na imprensa. Notável perceber que quando uma empresa de software de código fechado tenta fazer o mesmo, uma outra ala do “movimento” trata de difamá-la e acusá-la como se esta estivesse cometendo um crime terrível, algo bastante típico em todos os movimentos revolucionários (”acuse-os daquilo que você faz”).

[ postado às 16:09:42 ] - [ comente isto ]

John McCain lança propaganda em espanhol sobre Obama e Chávez



[ Propaganda “Obama-Chavez” ]

Script traduzido da propaganda “Obama-Chavez”:

LOCUTOR: Você viu com quem Obama deseja conversar?

CHAVEZ: Vão pro inferno, seus ianques imundos!

LOCUTOR: Barack Obama diz que se reuniria com Chavez sem condições prévias.

CHAVEZ: Ianques imundos, vão para o inferno centenas de vezes!

LOCUTOR: Ele disse que se reuniria em seu primeiro ano de mandato.

CHAVEZ: Os Estados Unidos que está por trás de cada conspiração contra nosso país.

LOCUTOR: Ele disse que era uma vergonha que não temos falado com eles.

CHAVEZ: Se qualquer agressão vir contra a Venezuela, então não haverá petróleo para o povo ou o governo dos Estados Unidos!

LOCUTOR: Você acredita que deveríamos falar com Chávez?

CHAVEZ: Nós, seus ianques imundos, sabemos que estamos decididos a sermos livres, não importa o que aconteça, e a qualquer custo!

LOCUTOR: Em novembro, você decide.

John McCain: Eu sou John McCain e eu aprovei esta mensagem.

LOCUTOR: Pago por McCain-Palin 2008. Aprovado por John McCain.

Fatos contidos nesta propaganda:

  • Num debate em julho de 2007, Barack Obama anunciou que iria reunir-se pessoalmente com os líderes mundiais que se opõem aos EUA, inclusive Hugo Chávez da Venezuela, “sem condições prévias”. PERGUNTA: “Você estaria disposto a reunir-se separadamente, sem condições prévias, durante o primeiro ano de sua administração, em Washington ou em qualquer outro lugar, com os líderes do Irã, Síria, Venezuela, Cuba e Coréia do Norte, a fim resolver as diferenças que dividem os nossos países?”…

    OBAMA: “Eu faria isso. E a razão é esta, a noção de que de alguma forma não falar à estes países é a punição à eles - que foi o princípio diplomático norteador desta administração - é ridículo. E eu acho que é uma vergonha que nós não tenhamos falado com eles. ” (CNN / YouTube Debate candidato presidencial democrata, Charleston, SC, 23/07/2007)

[ Para ver Barack Obama dizer “Eu me encontraria incondicionalmente com “líderes hostis”, incluindo Chávez, vá para: http://www.youtube.com/watch?v=e3Oj7Jn9rv4 ]

  • Em outubro de 2007, Barack Obama disse à Harry Smith da CBS que ele conversaria com Hugo Chávez entre outras coisas “sem condições prévias”. Harry Smith: “Você disse: ‘Vou falar com isso e aquilo e Hugo Chavez e etc, etc’” Obama: “Exatamente, e sem condições prévias”. (CBS “The Early Show”, 15/10/2007)

  • Em novembro de 2007, Barack Obama confirmou que iria encontrar com “líderes hostis”, incluindo Hugo Chávez, em seu primeiro ano de mandato. Tim Russert da NBC: “Em julho, foi-lhe perguntado se você estivesse disposto a reunir-se separadamente e sem condições prévias durante o seu primeiro ano com Fidel Castro, Kim Jung Il, Hugo Chávez. Você disse que sim. Você mantém esta posição?” Obama: “Mantenho”. (NBC “Meet A Press”, 11/11/2007)

[ Fonte: Newsmax - “New McCain TV Ad: ‘Obama-Chavez’”; Tradução: Marcos Ludwig ]

[ postado às 03:09:39 ] - [ comente isto ]


rei nada ::: um weblog editado por Marcos Ludwig.

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